"A educação, uma das primas pobres neste país, deveria, penso eu, ser em grande parte repensada e reformulada. Deveria ser privilegiada entre todos os setores da vida de
um povo, pois sem educação, que inclui informação, ninguém é capaz de determinar seus caminhos e escolher seus trabalhos.
...Educar não é apenas instruir, ensinar a ler, escrever, calcular. Não é nem mesmo instruir em todos os anos dos Ensinos Fundamental e Médio. Educar é, deveria ser, antes de mais nada, ensinar a pensar. Ensinar a questionar. Abrir cabeças e preparar para enfrentar a vida não apenas ganhando um ou dois ou mil salários, mas sentindo-se capaz, e consciente, para fazer suas escolhas e viver sua vida.
Educar deve ser estimular para que desabrochem todas as capacidades de uma criança, e depois, de um jovem. Fazer ver o mundo, com suas belezas, suas regras, seus perigos e suas possibilidades, na família, a comunidade, a região, o país....o mundo, com o qual hoje nos comunicamos tão facilmente.
Estimular o discernimento, isto é, a capacidade de entender e julgar e escolher: é bem mais importante do que belos edifícios e recursos modernos, embora nenhuma criança deva estudar
numa escola que está caindo aos pedaços, em más condições higiênicas, sem livros bons e bem conservados, sem o material básico...
...A vida não perdoa, não é brincadeira, e embora todos devam buscar uma vida saudável e harmoniosa, se possível feliz, divertir-se o tempo todo, não ter punições nem limites, levar tudo na brincadeira, não prepara para as escolhas e decisões que terão de ser tomadas."
VALE A PENA LER E REFLETIR SOBRE ESTE ARTIGO DE LYA LUFT, PUBLICADO NA REVISTA "Atividades & Experiências" - Editora Positivo.
Clique no link abaixo e leia o artigo na íntegra:
http://www.educacional.com.br/revista/0108/pdf/26_ComaPalavra.pdf
domingo, 27 de julho de 2008
Existe magia no trabalho?

Texto de Floriano Serra
(Revista Gestão Educacional – set/2007)
Existe, sim.
E por que quase ninguém vê? Porque a magia no trabalho é como Deus e seus Anjos: você só vê se quiser, se tiver boa vontade e, principalmente, se acreditar. Se não, não vê. A magia no trabalho está em pequenos detalhes. Em ações nas quais o ser humano se revela em sua divindade: generosidade, amizade, solidariedade, disseminar alegria e carinho. Nem sempre estas ações ficam no foco na notícia, porque muitas delas são anônimas, particulares, pessoais. A mídia do bem é o coração de quem o recebe.
A magia no trabalho está na simpatia das pessoas que trabalham. Gente comum, humilde, que ali está para realizar sonhos próprios, dos colegas, dos clientes e dos acionistas – porque acredita nesses sonhos. Podem ter curso superior, pós-graduação, mestrado, MBA ou não. A simplicidade, a humildade a que me refiro estão acima das graduações, títulos e cargos – está na essência de cada um.
A magia no trabalho está na solidariedade dos que estão lado a lado, todo dia. Acreditem que os mesmos funcionários que recorrem a empréstimos sociais para resolverem seus problemas financeiros, são os primeiros a participar de campanhas internas de cunho social e beneficente para ajudar comunidades carentes e se envolvem imensamente nos projetos da empresa.
A magia no trabalho está na união de quem sabe pertencer a uma grande família. Pode até haver discordâncias, como nas famílias de verdade, mas o desejo de harmonia e da busca de soluções supera as possibilidades de conflitos.
A magia no trabalho está no direito de sorrir enquanto se trabalha, de se emocionar, de demonstrar carinho e gratidão pelo colega, pela empresa. Ou até irritação e tristeza, porque não se pode selecionar a manifestação de sentimentos – pode-se administra-las. O fundamental é não reprimir o que é natural e espontâneo no ser humano.
A magia no trabalho está em acreditar que cada um tem uma missão na empresa. E em dar o melhor de si para cumprir essa missão com comprometimento e dedicação, porque ela faz parte da realização do profissional. Os resultados da instituição, quando alcançados, beneficiam a todos, indistintamente.
Pois bem, essas magias existem no trabalho, de forma perceptível e até palpável. E se você praticar uma delas – uma que seja – aprenderá a ver ou sentir todas as outras. Basta acreditar e fazer a sua parte.
Se nada de teórico e conceitual justificasse a prática dessas “loucuras” ou “utopias”, bastaria saber e perceber que elas promovem alegria e felicidade. Isso basta. Esse é o lucro que temos – além do outro, o convencional, que nos acompanha, graças a Deus, há vários anos de forma ininterrupta.
O legal em toda essa história é saber que para a prática dessas magias uma empresa necessita de gente comum, com objetivos comuns e com um bom coração. Será tão difícil assim?
Bom semestre a todos e que, em equipe, possamos fazer as MAGIAS acontecerem!
domingo, 11 de maio de 2008
Qual disciplina deseja quem reclama da indisciplina?
Celso Antunes
Um tema que está tornando-se "moda" em educação é a indisciplina. Ao afirmarmos isso, não desejamos dizer que isso não ocorra e que não existem razões nos protestos de pais e professores. A questão da indisciplina é sempre assunto que preocupa e, nos dias de hoje, ainda mais, pois assume a perfídia em situações de "bullying" ou avança para registros policiais quando evolui para a violência. Assim, quando falamos que a questão está tornando-se "moda" é porque em toda parte só se fala dela e alguns professores já começam a pensar que não vale a pena crescer em sua aprendizagem, pois ela jamais chegará aos alunos por causa da pertinaz indisciplina deles.
Sempre pensamos que a questão da indisciplina necessita de trabalho urgente e coletivo, mas, para que deixe de ser simplesmente "moda" e deixemos de assumi-la como intratável, cabe buscarmos caminhos, começando por perguntar "O que é efetivamente indisciplina?" e "Qual disciplina se deseja conquistar?".
Se procurarmos o significado da palavra disciplina, veremos em sua etimologia a idéia de "educar", "instruir", "aplicar" e "fundamentar princípios morais" e que seu antônimo é "desobediência", "confusão" ou "negação da ordem". Ampliando mais o sentido do termo, avançaremos para a idéia de "ordem", "firmeza", "obediência às regras" e, portanto, quando ela inexiste, torna-se necessária a culpa, o castigo ou a penitência. Mas será isso mesmo? Essa reflexão etimológica simboliza efetivamente a indisciplina que enfrentamos? Por acaso, não seria melhor ficarmos com um conceito mais amável, como, por exemplo, "Disciplina é uma relação de afeto e respeito, uma ação recíproca de cumprimento de normas". Disciplina não seria, portanto, aceitar, por exemplo, que na sala de aula constrói-se uma relação como quem joga dominó e, assim, é essencial ser parceiro e que essa parceria se fundamente em regras que todos devem cumprir? Caso se aceite que essa idéia conceitual é melhor que a primeira, cabe construí-la, e o início dessa construção se manifesta por meio de um acordo entre alunos e professores, algo como um "contrato" em que ambas as partes discutem e constroem seu papel e sabem como acatar sanções na eventualidade de um descumprimento.
Mas, para que essa disciplina desejável se possa construir, torna-se imperioso indagar "Qual disciplina estamos efetivamente buscando?".
Essa resposta necessita passar por uma desconstrução da idéia geral para a análise de situações específicas. Existe, por exemplo, uma disciplina em relação ao tempo: cumprir horários, acatar prazos, entregar tarefas nos momentos estabelecidos, planejar a duração de ações e discutir cronogramas. E também outra entre disciplina e espaço: respeitar locais; saber guardar as coisas, retirá-las e devolvê-las ao lugar onde foram apanhadas; ocupar espaços definidos e manter-se em ordem nestes. É também essencial que se analise a disciplina em relação ao outro, às pessoas: saber esperar sua vez, respeitar a pergunta do colega, mostrar-se educado em relação às diferenças, compreender a individualidade e libertar-se de estereótipos. Uma disciplina que efetivamente se deseje construir avança também em sua relação com a aprendizagem: é necessário saber usar a memória; evoluir na expressão da linguagem; administrar estados de emoção; concentrar-se; e diferenciar o descrever do analisar, o comparar do classificar e o deduzir do observar. Será que, muitas vezes, por não se conhecer bem esta, outras indisciplinas não são promovidas? Tal como em todo jogo amigável, é essencial que, ao discutir as muitas disciplinas, definam-se as sanções — jamais culpas, castigos ou penitências — que toda quebra de regra contratual implica. Se a regra diz, por exemplo, que somente o goleiro pode colocar a mão na bola que está em jogo, sempre quando outro jogador faz uso das mãos, a falta emerge de forma natural, sem ressentimentos.
Quando os professores de uma unidade escolar sentam-se com seus alunos e desconstroem e sabem reconstruir a plenitude da significação e dos tipos de disciplina, não apenas a aula corre mais facilmente e a aprendizagem se concretiza de maneira mais saborosa como estudantes e mestres descobrem que, reconhecendo a disciplina como ferramenta essencial às relações interpessoais, aprendem autonomia, exercitam a firmeza e conseguem, com mais dignidade, construir o caráter.
Celso Antunes é professor e psicopedagogo.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Descrição de Mãe
Quando Deus Criou as Mães
Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou dele e lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação. Em que, afinal de contas, ela era tão especial?
O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado. Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.
Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.
Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.
Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido quase insignificante numa roupa especial para a festinha da escola.
Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado. Outro par para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: "eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo", mesmo sem dizer nenhuma palavra.
O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.
Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos, de superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.
Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade. Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas ainda assim insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.
Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.
Uma mulher de lábios ternos que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas. Lábios que soubessem falar de Deus, do universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.
Uma mulher.
Uma mãe.
(Autor desconhecido)
FELIZ DIA DAS MÃES!
sábado, 5 de abril de 2008
Remédios para o professor e a Educação
A Magia Do Relacionamento Professor/aluno
(Cybele Meyer)Para que haja uma aula o professor primeiramente necessita optar pela área que irá trabalhar e em seguida escolher o tema. Até aqui nada de novo. Isto acontece com todos os professores não importando o nível em que vá atuar.
O que irá fazer a diferença será a forma como este profissional conduzirá a aula. Não existe uma fórmula para se aplicar ou um roteiro para seguir em sala de aula. O que existe, na verdade, é a criatividade do professor e a sintonia que deverá existir entre ele e os alunos.
O professor, em primeiro lugar, tem que amar o que faz. Tem que entrar diariamente na sala de aula como se estivesse entrando num lugar mágico. Tem que estar sempre com a expressão tranqüila, serena. A fisionomia do professor é o termômetro do aluno. Aquele que pensa que cara feia impõe respeito está muito enganado, o que realmente ocorre é um momento de alerta, por parte do aluno, para saber no que resultará esta ?cara feia?.
O professor também não deve ser previsível, ele tem sempre que surpreender.
O não saber como será a aula hoje, desperta um profundo interesse por parte do aluno. A aula deverá ser conduzida de forma que todos interajam e desta forma cheguem ao resultado pretendido. A resposta nunca deve ser dada de imediato. O segredo do entendimento está justamente em percorrer todo o caminho até o resultado final. O professor dará as coordenadas conduzindo assim a classe para que cheguem ao objetivo proposto. O raciocinar é a alma do entendimento. Quando o professor sente que os alunos estão ficando entediados, que a participação está diminuindo, é chegado o momento de ?surpreender? a classe. Faça com que todos levantem. Aplique uma dinâmica ou dê comandos para que exerçam uma seqüência lógica corporal. Ex.: Cada aluno deverá ficar de pé ao lado da sua cadeira e o professor dará dois comandos como bater palmas e em seguida estalar os dedos. Conta então até três e pede para que todos façam nesta ordem. Em seguida aumenta o comando: bater palmas, estalar os dedos e dar um pulo no lugar. Pede então para que repitam. Pode então aumentar mais um comando ficando assim: bater palmas, estalar os dedos, dar um pulo e girar 360°. Combinados todos os comandos é só dar início à seqüência sem interrompê-la. Este tipo de ?intervalo? trará novamente a atenção dos alunos, fazendo com que se sintam motivados, revigorados e você conseguirá novamente o interesse e a participação de todos.
O professor deverá ter sempre uma ?carta na manga? para usar quando sentir que a atenção dos alunos está dispersando. Evite falar sempre no mesmo tom, isto é um santo remédio para dar sono. Procure andar pela classe enquanto faz suas explanações, mas não de forma compassada, ritmada. Ande gesticulando, faça com que seus alunos se virem na carteira para ver o que você está fazendo naquele momento. Não importa a idade do aluno, o ficar sentado por muito tempo deixa qualquer um entediado. É por esta razão, que o professor, tem que motivar ao máximo a atenção do aluno, para o assunto que está explicando. Esta motivação se dará pela forma como está sendo exposta, fazendo com que o aluno fique tão interessado que venha a esquecer todo o resto.
Numa aula interessante não há conversa paralela, não há aluno absorto e muito menos bagunceiro. Todos estes comportamentos, do professor para com o aluno, são demonstrações de respeito, de consideração, de carinho, assim sendo, o aluno sentirá prazer pelo aprender, pela matéria e conseqüentemente pelo professor.
Com certeza, o índice de entendimento será muito elevado. O professor sempre teve uma enorme vantagem sobre o aluno, mas poucos se lembram disso - o aluno nunca foi professor, mas todo professor já foi aluno. É só se lembrar daquele professor que foi muito especial, e se inspirar! Sabemos que não há uma fórmula mágica para sermos bom professor, mas sabemos que há uma magia que vive dentro de cada um de nós.
É só abrirmos a porta e deixarmos ela fluir.
Boa aula!
terça-feira, 1 de abril de 2008
A Escola dos Sonhos
(Carlos Drumond de Andrade)
Eu queria uma escola que cultivasse a curiosidade de aprender que em vocês é natural.Eu queria uma escola que educasse seu corpo e seus movimentos: que possibilitasse seu crescimento físico e sadio.Normal.
Eu queria uma escola que lhes ensinasse tudo sobre a natureza, o ar, a matéria, as plantas, os animais, seu próprio corpo. Deus.
Mas que ensinasse primeiro pela observação, pela descoberta, pela experimentação.
E que dessas coisas lhes ensinasse não só o conhecer, como também a aceitar, a amar e preservar.
Eu queria uma escola que lhes ensinasse tudo sobre a nossa história e a nossa terra de uma maneira viva e atraente.
Eu queria uma escola que lhes ensinasse a usarem bem a nossa língua, a pensarem e a se expressarem com clareza.
Eu queria uma escola que lhes ensinassem a pensar, a raciocinar, a procurar soluções. Eu queria uma escola que desde cedo usasse materiais concretos para que vocês pudessem ir formando corretamente os conceitos matemáticos, os conceitos de números, as operações... Usando palitos, tampinhas, pedrinhas...só porcariinhas!... fazendo vocês aprenderem brincando...
Oh! Meu Deus! Deus que livre vocês de uma escola em que tenham que copiar pontos. Deus que livre vocês de decorar sem entender, nomes, datas, fatos...
Deus que livre vocês de aceitarem conhecimentos "prontos", mediocramente embalados nos livros didáticos descartáveis.
Deus que livre vocês de ficarem passivos, ouvindo e repetindo, repetindo repetindo, repetindo...
Eu também queria uma escola que ensinasse a conviver, a cooperar, a respeitar, a esperar, a saber viver em comunidade, em união.
Que vocês aprendessem a transformar e criar.
Que lhes desse múltiplos meios de vocês expressarem cada sentimento, cada drama, cada emoção.
Ah! E antes que eu me esqueça: Deus que livre vocês de um professor incompetente.
Para vocês, Professores, meu carinho e minha admiração!
segunda-feira, 24 de março de 2008
Inspirar

Inspirar é um processo vital ao ser humano.
É acender a chama que existe em cada um de nós, e deixar fluir o vigor da vida.
E a inspiração está nas coisas mais simples:
-Na natureza
-Em bons livros
-Em fazer o que se gosta
-Em aprender e ensinar
-Em recordar os melhores momentos da vida, para criar momentos de vida ainda melhores.
Está em sonhar com o futuro e realizar este sonho, e quando estiver extraordinariamente repleto de inspiração, divida a sua chama.
Inspire pelo seu exemplo.
Partilhe seu conhecimento, sua experiência, sua historia.
Inspire à paz, à evolução e à superação de obstáculos .
Traga à tona o que as pessoas têm de melhor, pois inspirar é dar a vida aos sonhos.
Inspire outras pessoas à acreditar no futuro, a despertar seu espírito criador e a acreditar em si mesmas, para que façam coisas nunca imagináveis.
Inspirando pessoas a expressarem o melhor de si mesmas.....
A ORIGEM DA PALAVRA SINCERO

A palavra SINCERO foi inventada pelos romanos.
Eles fabricavam certos vasos de uma cera especial.
Essa cera era, às vezes, tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes.
Em alguns casos, chegava-se a se distinguir um objeto - um colar, uma pulseira ou um dado - que estivesse colocado no interior do vaso.
Para o vaso assim, fino e límpido, dizia o romano vaidoso: "Como é lindo! Parece até que não tem cera!"
“ Sine cera” queria dizer ”sem cera”, uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixa ver através de suas paredes e da antiga cera romana.
O vocábulo passou a ter um significado muito mais elevado. Sincero, é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações.
O sincero, à semelhança do vaso, deixa ver, através de suas palavras, os verdadeiros sentimentos de seu coração.
Essa cera era, às vezes, tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes.
Em alguns casos, chegava-se a se distinguir um objeto - um colar, uma pulseira ou um dado - que estivesse colocado no interior do vaso.
Para o vaso assim, fino e límpido, dizia o romano vaidoso: "Como é lindo! Parece até que não tem cera!"
“ Sine cera” queria dizer ”sem cera”, uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixa ver através de suas paredes e da antiga cera romana.
O vocábulo passou a ter um significado muito mais elevado. Sincero, é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações.
O sincero, à semelhança do vaso, deixa ver, através de suas palavras, os verdadeiros sentimentos de seu coração.
SINCERA é uma palavra doce e confiável, é uma palavra que acolhe. É essa a palavra que deveria estar no vocabulário de todos nós.
LIMITES
Os limites abrigam o indivíduo.
Com amor ilimitado e profundo respeito.
Monica Monasterio (Madrid-España)
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Mudança de Comportamento
Artigo interessante sobre o período que coincide com o início da adolescência e a entrada no Ensino Fundamental II.
Um momento de mudança para alunos e também para professores.
Ao deixar o Ensino Fundamental I para trás e ingressar no Ensino Fundamental II, muita coisa muda na vida escolar do aluno. A professora regente, única, é substituída por vários professores, cada qual para uma área do conhecimento. A correria do intervalo é substituída pelas conversas em grupo. A avaliação passa a ser mais rigorosa. Da mesma forma, a responsabilidade aumenta e a cobrança por parte da escola e dos pais passa a ser maior. E, como se não bastasse tudo isso, geralmente a transição escolar corresponde a uma das etapas mais conturbadas do desenvolvimento humano: a adolescência, com todas as alterações hormonais, físicas, psicológicas, as dúvidas e inseguranças tão comuns nesta fase.
Em meio a tudo isso, é necessário saber de que forma a escola e os professores recebem e se relacionam com essa nova pessoa que, embora ainda não seja aceita como adulta, não se enquadra mais no conceito de criança.
Em meio a tudo isso, é necessário saber de que forma a escola e os professores recebem e se relacionam com essa nova pessoa que, embora ainda não seja aceita como adulta, não se enquadra mais no conceito de criança.
Click no link abaixo e leia o artigo na íntegra:
MUDANÇA DE COMPORTAMENTO
(Revista Atividades & Experiências - Agosto 2007 - Editora POSITIVO)
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Escola & Família
Criar os filhos, educá-los, prepará-los para agir com responsabilidade e segurança no conturbado mundo em que hoje vivemos é uma tarefa tão exigente e desafiadora quanto prazerosa e gratificante.
Considerando que o ser humano aprende o tempo todo, nas mais diversas instâncias que a vida lhe apresenta, o papel da família é fundamental, pois é ela que decide, desde cedo, o quê seus filhos precisam aprender, quais as instituições que devem freqüentar, o que é necessário saberem para tomarem as decisões que os beneficiem no futuro.
Escolher a escola adequada às expectativas da família e que, ao mesmo tempo, seja do agrado da criança, é um empreendimento cujo sucesso depende, em grande parte, da perspicácia e habilidade dos pais ao avaliar diferentes propostas. Estar atento ao projeto
educativo e ao perfil disciplinar da instituição auxilia a optar por aquela cujos valores e fundamentos mais se assemelhem aos da família em termos de exigências, posturas, visão de mundo. Conhecer as dependências e possibilidades da escola, seus diferenciais, bem como os profissionais que estarão encarregados da educação de seu filho também é recomendado.
Tanto quanto a convivência e o relacionamento familiar são fatores fundamentais para o desenvolvimento individual, a inserção da criança no universo coletivo, a mediação entre ela e o mundo, entre ela e o conhecimento, sua adaptação ao ambiente escolar, o relacionamento com os professores e funcionários da Escola, a convivência com os colegas, são fatores decisivos para o seu desenvolvimento social.
Entender o indivíduo como parte de um sistema, ou todo, organizado, com elementos que interagem entre si, influenciando cada parte e sendo por ela influenciado, traz uma luz à compreensão acerca do desenvolvimento humano, contribuindo para a reflexão sobre os contextos familiar e escolar, que tanto podem ser elementos de continência, inclusão e segurança, como fontes de conflitos, com ênfase nas perdas que se podem apresentar no percurso.
Família e escola são pontos de apoio e sustentação ao ser humano; são marcos de referência existencial. Quanto melhor for a parceria entre ambas, mais positivos e significativos serão os resultados na formação do sujeito. A participação dos pais na educação formal dos filhos deve ser constante e consciente. Vida familiar e vida escolar são simultâneas e complementares. É importante que pais, professores, filhos/alunos compartilhem experiências, entendam e trabalhem as questões envolvidas no seu dia- a- dia sem cair no julgamento “culpado x inocente”, mas buscando compreender as nuances de cada situação, uma vez que tudo o que se relaciona aos filhos tem a ver, de algum modo, com os pais e vice-versa, bem como tudo que se relaciona aos alunos tem a ver, sob algum ângulo, com a escola e vice-versa.
Assim, cabe aos pais e à escola a preciosa tarefa de transformar a criança imatura e inexperiente em cidadão maduro, participativo, atuante, consciente de seus deveres e direitos, possibilidades e atribuições.
Considerando que o ser humano aprende o tempo todo, nas mais diversas instâncias que a vida lhe apresenta, o papel da família é fundamental, pois é ela que decide, desde cedo, o quê seus filhos precisam aprender, quais as instituições que devem freqüentar, o que é necessário saberem para tomarem as decisões que os beneficiem no futuro.
Escolher a escola adequada às expectativas da família e que, ao mesmo tempo, seja do agrado da criança, é um empreendimento cujo sucesso depende, em grande parte, da perspicácia e habilidade dos pais ao avaliar diferentes propostas. Estar atento ao projeto
Tanto quanto a convivência e o relacionamento familiar são fatores fundamentais para o desenvolvimento individual, a inserção da criança no universo coletivo, a mediação entre ela e o mundo, entre ela e o conhecimento, sua adaptação ao ambiente escolar, o relacionamento com os professores e funcionários da Escola, a convivência com os colegas, são fatores decisivos para o seu desenvolvimento social.
Entender o indivíduo como parte de um sistema, ou todo, organizado, com elementos que interagem entre si, influenciando cada parte e sendo por ela influenciado, traz uma luz à compreensão acerca do desenvolvimento humano, contribuindo para a reflexão sobre os contextos familiar e escolar, que tanto podem ser elementos de continência, inclusão e segurança, como fontes de conflitos, com ênfase nas perdas que se podem apresentar no percurso.
Família e escola são pontos de apoio e sustentação ao ser humano; são marcos de referência existencial. Quanto melhor for a parceria entre ambas, mais positivos e significativos serão os resultados na formação do sujeito. A participação dos pais na educação formal dos filhos deve ser constante e consciente. Vida familiar e vida escolar são simultâneas e complementares. É importante que pais, professores, filhos/alunos compartilhem experiências, entendam e trabalhem as questões envolvidas no seu dia- a- dia sem cair no julgamento “culpado x inocente”, mas buscando compreender as nuances de cada situação, uma vez que tudo o que se relaciona aos filhos tem a ver, de algum modo, com os pais e vice-versa, bem como tudo que se relaciona aos alunos tem a ver, sob algum ângulo, com a escola e vice-versa.
Assim, cabe aos pais e à escola a preciosa tarefa de transformar a criança imatura e inexperiente em cidadão maduro, participativo, atuante, consciente de seus deveres e direitos, possibilidades e atribuições.
Joana Maria Rodrigues Di Santo
Psicopedagoga
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
A VOCÊ, PAI!

Texto do Prof. Luiz Machado, Ph.D
Adaptado por Ana Cristina
Se alguém quiser saber o que é pai, podemos dizer que não é propriamente uma determinada pessoa escolhida pela Natureza, mas sim uma função, isto é, um papel a ser desempenhado por um indivíduo. Pai é, então, aquele que ampara, que ajuda, que orienta, que dá afeto...
A função de pai pode ser exercida porque foi selecionada pela Natureza, pelo padastro, pelo padrinho, por um avô, um tio, até mesmo por uma instituição que abrigou a pessoa quando ela precisava. Os pais querem o melhor para seus filhos. Que isso quer dizer?
A resposta é:
– que seus filhos sejam destemidos (embora muitas vezes lhes incutam medo, na suposição de que assim os educam);
– que sejam inteligentes (apesar de, geralmente não saberem como criar as condições para que eles desenvolvam a inteligência);
– que sejam criativos (não obstante, às vezes gerarem bloqueios ao desenvolvimento da criatividade deles);
– que sejam empreendedores (mas às vezes tolhem suas iniciativas, seus arrojos);– que sejam independentes (mesmo fazendo coisas para que eles fiquem dependentes da aprovação dos pais);
– que sejam autoconfiantes (embora estejam sempre recomendando cuidado, em excesso);
– que tenham elevada auto-estima (mas em certos momentos incutem sentimentos de culpa e de menos-valia);
– que nutram valores morais e éticos (apesar de nem sempre darem o exemplo);
– que sejam sinceros (inobstante mentirem para eles e para os outros em sua frente).
Realmente, não é fácil ser um pai perfeito, mas há muitos modos de ser um bom pai.
PAI,
Que o amor por seus filhos possa ser para eles um testemunho do amor de Deus.
Parabéns pelo seu dia!
Que o amor por seus filhos possa ser para eles um testemunho do amor de Deus.
Parabéns pelo seu dia!
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Pensamento de Paulo Freire
Enviado por Margareth
“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador. A Gente se faz educador, a gente se forma como educador, permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática”.
Paulo Freire
Espero que todos os "educadores" realmente acreditem na educação e
Espero que todos os "educadores" realmente acreditem na educação e
continuem fazendo a sua parte.
terça-feira, 31 de julho de 2007
Recomeçando o semestre...
Acho que alguém já disse que a vida é um eterno voltar. 
Dificilmente partimos definitivamente. Mesmo quando isso acontece, tem a volta do pensamento tangido pela saudade, e o reencontro se faz repetidamente no imaginário.
Voltar para ficar é quase tão bom quanto partir para sempre. Mas esse para sempre dá uma dorzinha no final. O para sempre muitas vezes está ligado a um fundo emocional forte, mesmo quando se trata de acontecimentos positivos.
A vida é feita de um conjunto de ciclos; de idas e vindas. Pela manhã você sai, à tarde ou à noite você volta. Um dia você viaja, depois de alguns dias você volta. Um dia você sai para viajar, no final das férias você volta. Então você percebe como é bom voltar. Veja em tudo isso, quanta felicidade! Quantos quiseram vir e não puderam; quantos quiseram voltar e não conseguiram; quantos queriam recomeçar ...
Encontrar-se em sala de aula, para recomeçar um semestre, não é um prêmio da sorte, nem um acaso do destino, é uma grande bênção de Deus. Mesmo para aqueles que já tinham seu retorno assegurado, para aqueles que não tinham nenhum empecilho para retornar, para aqueles que não tinham preocupação material, voltar é uma grande bênção porque finalmente você está vivo, seus sonhos continuam, sua vida está preservada, e você está num bom lugar.
Portanto, voltar e recomeçar, é reencontrar o fio da meada do futuro, é retomar a certeza do caminho direto para o amanhã, é reencontrar com os sonhos no lugarzinho onde eles ficaram, é avançar sem medo.
Organize-se bem, pense suas prioridades, não perca tempo com o que não contribui para o seu sucesso. Resista com perseverança e ousadia a tudo que poderá separar você de suas metas, seus objetivos, seu ideal. Evite tudo o que é ruim, avalie o que é bom e fique apenas com o que é necessário, conveniente e verdadeiro. Mesmo entre as coisas boas ainda temos de fazer escolhas, pois nem tudo o que é bom é o melhor.
E o mais importante: Conte com a ajuda do poder infinito de Deus. Ele é mais que um socorro nas horas ocasionais. Ele é um Amigo e Companheiro para toda a vida.
Sejam bem-vindos! Tenham um semestre muito feliz e cheio de realizações!

Dificilmente partimos definitivamente. Mesmo quando isso acontece, tem a volta do pensamento tangido pela saudade, e o reencontro se faz repetidamente no imaginário.
Voltar para ficar é quase tão bom quanto partir para sempre. Mas esse para sempre dá uma dorzinha no final. O para sempre muitas vezes está ligado a um fundo emocional forte, mesmo quando se trata de acontecimentos positivos.
A vida é feita de um conjunto de ciclos; de idas e vindas. Pela manhã você sai, à tarde ou à noite você volta. Um dia você viaja, depois de alguns dias você volta. Um dia você sai para viajar, no final das férias você volta. Então você percebe como é bom voltar. Veja em tudo isso, quanta felicidade! Quantos quiseram vir e não puderam; quantos quiseram voltar e não conseguiram; quantos queriam recomeçar ...
Encontrar-se em sala de aula, para recomeçar um semestre, não é um prêmio da sorte, nem um acaso do destino, é uma grande bênção de Deus. Mesmo para aqueles que já tinham seu retorno assegurado, para aqueles que não tinham nenhum empecilho para retornar, para aqueles que não tinham preocupação material, voltar é uma grande bênção porque finalmente você está vivo, seus sonhos continuam, sua vida está preservada, e você está num bom lugar.
Portanto, voltar e recomeçar, é reencontrar o fio da meada do futuro, é retomar a certeza do caminho direto para o amanhã, é reencontrar com os sonhos no lugarzinho onde eles ficaram, é avançar sem medo.
Organize-se bem, pense suas prioridades, não perca tempo com o que não contribui para o seu sucesso. Resista com perseverança e ousadia a tudo que poderá separar você de suas metas, seus objetivos, seu ideal. Evite tudo o que é ruim, avalie o que é bom e fique apenas com o que é necessário, conveniente e verdadeiro. Mesmo entre as coisas boas ainda temos de fazer escolhas, pois nem tudo o que é bom é o melhor.
E o mais importante: Conte com a ajuda do poder infinito de Deus. Ele é mais que um socorro nas horas ocasionais. Ele é um Amigo e Companheiro para toda a vida.
Sejam bem-vindos! Tenham um semestre muito feliz e cheio de realizações!
sábado, 28 de julho de 2007
Um lápis, um traço, uma vida...?

- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo. "Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade". "Segunda qualidade:de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suporta algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor". "Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça". "Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você." "Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".
"As pessoas podem não se lembrar do que você fez ou disse, mas com certeza irão se lembrar do que você as fez sentir!!!"
Teatro - Atividade que enriquece o Processo Educativo

O Romance do Pavão Misterioso
Alunos do Colégio Tecnológico Delfim Moreira assistem a peça "O Romance do Pavão Misterioso", de autoria de José Camelo, no teatro em Pouso Alegre, com sessões exclusivas e gratuitas para as Escolas Conveniadas ao SPE - Sistema Positivo de Ensino.
Baseado num original de José Camelo de Melo Rezende, "O Romance do Pavão Misterioso" surpreende justamente pela combinação inusitada de estilos, que encanta e fascina seu público.
O objetivo de assistir a peças teatrais é estimular o hábito que, reconhecidamente, traz vantagens no processo educativo, além de servir de ferramenta de integração e democratização da cultura.
Ao oferecer esta enriquecedora experiência artística a educadores e educandos, o Colégio Tecnológico promove a valorização do papel da "Arte Educação", possibilitando oportunidades que lhes permitem envolver-se no fazer artístico, no apreciar as manifestações da arte, desenvolvendo o senso estético e criatividade nessa e em outras esferas do agir humano.
Alunos do Colégio Tecnológico Delfim Moreira assistem a peça "O Romance do Pavão Misterioso", de autoria de José Camelo, no teatro em Pouso Alegre, com sessões exclusivas e gratuitas para as Escolas Conveniadas ao SPE - Sistema Positivo de Ensino.
Baseado num original de José Camelo de Melo Rezende, "O Romance do Pavão Misterioso" surpreende justamente pela combinação inusitada de estilos, que encanta e fascina seu público.
O objetivo de assistir a peças teatrais é estimular o hábito que, reconhecidamente, traz vantagens no processo educativo, além de servir de ferramenta de integração e democratização da cultura.
Ao oferecer esta enriquecedora experiência artística a educadores e educandos, o Colégio Tecnológico promove a valorização do papel da "Arte Educação", possibilitando oportunidades que lhes permitem envolver-se no fazer artístico, no apreciar as manifestações da arte, desenvolvendo o senso estético e criatividade nessa e em outras esferas do agir humano.
Ana Cristina
Supervisora Pedagógica - E. Fundamental II
Blogs sobre Educação
Vale a pena conhecer o Blog criado pelo Professor Edy - Web na Educação
Traz outros blogs relacionados a Educação e criados por colegas da turma de Pós Graduação em Supervisão Escolar da FAI.
Traz outros blogs relacionados a Educação e criados por colegas da turma de Pós Graduação em Supervisão Escolar da FAI.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
A arte de ajudar e ensinar
Uma amiga pediu ajuda e eu nem parei para pensar, fui logo enviando os textos que ela precisava e pronto – enchi sua caixa postal e ela nem reclamou. Agradeceu pela ajuda, mas será que eu a ajudei?Eu não resolvi o seu problema, mas dei uma vara para ela ir pescar, sem ensinar a arte da pesca. Muitas vezes achamos que ajudamos muitas pessoas quando estamos atrapalhando. Sim, atrapalhando porque ajudar significa ensinar para resolver e resolver é coisa para gestão administrativa e aí complica. Dar textos que eu coletei na web, que recebi de amigos e ou que eu mesmo escrevi é facílimo. É como despejar água dentro de um balde, mas alguém terá de vir pegá-la e transformá-la em molho, em uma bebida, porque crua mata a sede somente e – ao meu entender – não alimenta.
A arte de ajudar e ensinar consiste em conseguir transmitir a outro o que se sabe, dando condições para que esses possam – com o conhecimento – resolver suas situações ou gerenciar melhor sua vida e atividade profissional. É o ensino na íntegra, na essência. Ajudar e ensinar é dar a mão para que uma pessoa possa atravessar a rua com suas próprias pernas; não é carregá-la , levando de um lado a outro.
Guardei as informações e as repassei a essa amiga, mas não a ajudei porque não pude transmitir o que sei, o que percebo, o que sinto sobre os temas solicitados. Não ajudei porque não pude ensinar.
Escrevo este texto porque escuto pessoas dizendo que ajudaram outros a ganhar muito dinheiro ao dar uma dica. Ledo engano. A dica mostra o caminho, a estratégia, mas o percurso ou a administração da estratégia (como fazer) é mérito daquele que soube transformar a dica em impulso e foi adiante, ou seja, ensinou!
A arte de ajudar e ensinar é fazer outros chegarem onde muitos já estão. Esse lugar chama-se sucesso, que não é medido pela ajuda recebida, mas pela transformação que sabemos dar a ela.
É confuso, porém agora eu entendo o que é ajudar e ensinar. Repito, não é dar a vara para pescar, mas sim ensinar a usá-la, para que ao conhecer os segmentos e os alvos (rios e peixes), mais pessoas possam crescer e ter sucesso.
Oscar Schild
O professor educador é capaz de mostrar o caminho, a estratégia para que
seus alunos sejam capazes de construir o conhecimento com muito sucesso!!!!
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Professora de redação é...
...uma educadora do pensamento e da interioridade.
Escrever é um ato individual e solitário. É o momento em que se fecham as portas do exterior e se abrem as portas do mundo interior para nele o indivíduo mergulhar.
E essa tarefa não é tão simples. As pessoas não estão acostumadas a viver sós com seus pensamentos e sensações. Procura-se de uma forma ou de outra alternativas que favoreçam um contato mais constante com uma realidade física ou social. Recorre-se a situações que conduzam a uma comunicação seja como emissor, seja como receptor. A própria tecnologia de comunicação (televisão, rádio, telefone, cinema, internet) oferece aos indivíduos oportunidades para fugir a uma situação de solidão.
Se o estar só assusta as pessoas, é evidente que o ato da escrita, uma atividade essencialmente solitária, também assusta as pessoas. Ao se colocar diante de uma folha em branco, o indivíduo perde um contato mais estreito com a realidade física e social e embarca só para um vôo em seu universo interior.
Quem não está acostumado a realizar este vôo se perde no emaranhado de suas idéias, pensamentos e sentimentos. O mundo interior está confuso e desorganizado. Não se sabe qual caminho a seguir. Não se sabe o que existe neste mundo tão próximo, mas ao mesmo tempo tão distante.
Mesmo que o objeto da escrita seja um acontecimento, algo relacionado a uma realidade basicamente física, é difícil para o indivíduo escrever. Isso porque a realidade interior somente adquire significado e organização a partir de uma realidade exterior. E o escrever significa reorganizar a realidade exterior sob o prisma da realidade interior.
Dentro desse quadro, fica difícil entender a proposta de uma redação que não seja antecedida de uma preparação adequada. A professora que exige dos alunos uma redação porque eles estavam tendo atitudes indisciplinadas, ou a professora que simplesmente escreve na lousa um tema e, sem qualquer comentário, pede aos alunos que escrevam, essa professora certamente não está oferecendo aos alunos as condições mínimas para o ato da escrita. É evidente que a maioria dos alunos terá sérias dificuldades para escrever. Faltou aquecimento para o ingresso no universo interior. Faltou preparação mínima para um contato inicial com as idéias, os pensamentos e os sentimentos. E o aluno entra cego no seu mundo interior e nada vê. Conseqüentemente, escreverá coisas tão confusas ou superficiais quanto confuso e distante será o seu interior.
Por isso, a professora de Português ou polivalente tem o papel fundamental de ensinar ao aluno o mergulho em sua interioridade e os caminhos do raciocínio.
(in Metodologia do Ensino de Redação, Hermínio Sargentim)
Escrever é um ato individual e solitário. É o momento em que se fecham as portas do exterior e se abrem as portas do mundo interior para nele o indivíduo mergulhar.
E essa tarefa não é tão simples. As pessoas não estão acostumadas a viver sós com seus pensamentos e sensações. Procura-se de uma forma ou de outra alternativas que favoreçam um contato mais constante com uma realidade física ou social. Recorre-se a situações que conduzam a uma comunicação seja como emissor, seja como receptor. A própria tecnologia de comunicação (televisão, rádio, telefone, cinema, internet) oferece aos indivíduos oportunidades para fugir a uma situação de solidão.
Se o estar só assusta as pessoas, é evidente que o ato da escrita, uma atividade essencialmente solitária, também assusta as pessoas. Ao se colocar diante de uma folha em branco, o indivíduo perde um contato mais estreito com a realidade física e social e embarca só para um vôo em seu universo interior.
Quem não está acostumado a realizar este vôo se perde no emaranhado de suas idéias, pensamentos e sentimentos. O mundo interior está confuso e desorganizado. Não se sabe qual caminho a seguir. Não se sabe o que existe neste mundo tão próximo, mas ao mesmo tempo tão distante.
Mesmo que o objeto da escrita seja um acontecimento, algo relacionado a uma realidade basicamente física, é difícil para o indivíduo escrever. Isso porque a realidade interior somente adquire significado e organização a partir de uma realidade exterior. E o escrever significa reorganizar a realidade exterior sob o prisma da realidade interior.
Dentro desse quadro, fica difícil entender a proposta de uma redação que não seja antecedida de uma preparação adequada. A professora que exige dos alunos uma redação porque eles estavam tendo atitudes indisciplinadas, ou a professora que simplesmente escreve na lousa um tema e, sem qualquer comentário, pede aos alunos que escrevam, essa professora certamente não está oferecendo aos alunos as condições mínimas para o ato da escrita. É evidente que a maioria dos alunos terá sérias dificuldades para escrever. Faltou aquecimento para o ingresso no universo interior. Faltou preparação mínima para um contato inicial com as idéias, os pensamentos e os sentimentos. E o aluno entra cego no seu mundo interior e nada vê. Conseqüentemente, escreverá coisas tão confusas ou superficiais quanto confuso e distante será o seu interior.
Por isso, a professora de Português ou polivalente tem o papel fundamental de ensinar ao aluno o mergulho em sua interioridade e os caminhos do raciocínio.
(in Metodologia do Ensino de Redação, Hermínio Sargentim)
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